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Mês de Prevenção da Obesidade volta a atenção para o grande número de obesos no Brasil

Especialista do CCG apresenta dados sobre a doença no Rio Grande do Sul

18/10/2019 Redação Fonte: Prática Compartilhar:
Mês de Prevenção da Obesidade volta a atenção para o grande número de obesos no Brasil
Foto: Banco Pixabay

Outubro marca o mês de conscientização sobre a prevenção da obesidade no Brasil. Conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, estimando-se que 30% da população mundial já esteja com sobrepeso. As projeções indicam que até 2025 cerca de 2,3 bilhões dos adultos estarão na condição de sobrepeso, e mais de 700 milhões serão obesos. 

Rio Grande do Sul é o estado mais obeso

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE de 2015, os gaúchos estão mais obesos do que o restante dos brasileiros. A prevalência de pessoas obesas no RS é 2,8 % superior a do restante do país. Os dados do IBGE apontam que 63,3% da população do Estado enfrenta o excesso de peso, enquanto a média nacional é de 56,9% das pessoas. Já de acordo com dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada em 2017 pelo Ministério da Saúde, 19% dos habitantes de Porto Alegre estão obesos e 55,1% possuem excesso de peso. 

“São diversos fatores que podem explicar o índice mais alto no Rio Grande do Sul. Mas entre estes fatores, podemos considerar a cultura alimentar de nosso estado, baseada, em grande parte, em carnes e carboidratos. As baixas temperaturas enfrentadas pelos gaúchos em boa parte do ano também demandam mais energia, e isso acaba incentivando o consumo de alimentos mais calóricos”, afirma Paula Peretti de Freitas, nutricionista do Programa de Tratamento Clínico e Cirúrgico da Obesidade Severa do CCG. 

Prevenção e tratamentos

A principal forma de prevenção da obesidade está relacionada com o estilo de vida e hábitos de alimentação de cada indivíduo, reforça a nutricionista. “A mudança do estilo de vida, que compreende a reeducação alimentar e prática de atividade física, é a principal forma de prevenção e tratamento do sobrepeso e obesidade. O tratamento deve contar com orientação dietoterápica, acompanhado por nutricionista, com a prática de atividades físicas orientadas por profissionais, além do acompanhamento psicológico, junto a psicólogos ou psiquiatras”, afirma Freitas. 

No entanto, para os casos em que a mudança no estilo de vida se mostra ineficiente, a cirurgia bariátrica pode ser um método efetivo para o tratamento da obesidade severa. “Contudo, por se tratar de uma cirurgia de grande porte, com riscos cirúrgicos associados, deve ser indicada por médicos especialistas e de forma criteriosa, em casos bem selecionados e adequadamente acompanhados por equipe multidisciplinar”, completa. 

Saiba mais

A obesidade é uma doença crônica, causada por múltiplos fatores, cujo tratamento envolve abordagem nutricional, clínica e psicológica. A quantidade de ingestão calórica deve ser menor do que o gasto de energia diário para que não haja ganho de peso, tão importante quanto a quantidade calórica está a escolha de alimentos de qualidade.

Dentre outros critérios, a OMS utiliza o IMC (Índice de Massa Corporal) para definir e classificar a obesidade. Esse índice é calculado dividindo-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado. Um IMC acima de 25 kg/m2 classifica o indivíduo com sobrepeso, sendo considerado obeso se o índice ultrapassar 30 kg/m2, e obeso grau III (ou obesidade mórbida) a partir de 40 Kg/m2.

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