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Cinco ex-governadores no Tá na Mesa para falar sobre o RS

Eles foram unânimes em considerar insuficiente a ajuda do governo federal diante da calamidade climática que arrasou o Estado

03/07/2024 Neusa Galli Froes Fonte: Assessoria de Imprensa Compartilhar:
Cinco ex-governadores no Tá na Mesa para falar sobre o RS
Foto: Divulgação

A FEDERASUL reuniu no Tá na Mesa, desta quarta (03), cinco ex-governadores do Estado para apresentar suas visões sobre os acontecimentos na "Convergência social e política pelo Rio Grande do Sul". Os ex-governadores Jair Soares (1983-1987), Pedro Simon (1987-1990), Germano Rigotto (2003-2007), Yeda Crusius (2007-2011) e José Ivo Sartori (2015-2019). concordaram que para o sucesso da reconstrução do Estado, após a catástrofe de maio, é preciso deixar de lado ideologias e unir todas as forças com a sociedade civil organizada para exigir do Governo Federal o respeito e as respostas financeiras que o Rio Grande do Sul merece.

Ao destacar a riqueza das experiências dos ex-governadores, o presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa, disse que a sintonia entre eles proporcionou um momento histórico de desprendimento. Ele acrescentou que o evento é mais uma iniciativa da entidade na luta pelo resgate do Estado e pelo bem de todos os gaúchos. "O futuro dos gaúchos está acima de tudo e a convergência é fundamental", afirmou.

Na avaliação dos ex-governadores, uma das questões fundamentais a ser enfrentada com urgência é a dívida do Estado com a União. Eles entendem que a simples suspensão dos pagamentos não resolve, e que é preciso que haja um encontro de contas que mostre que o Estado já pagou o que devia. Além disso, defendem que chegou a hora do Governo Federal dar prioridade ao Rio Grande do Sul que, cumprindo determinação do Pacto Federativo, repassa para a União R$ 108 bilhões em impostos a cada ano e recebe de volta cerca de R$ 45 bilhões. "Não estamos pedindo esmolas, temos uma história de respeito", disse Simon.

Faltam ações efetivas

Germano Rigotto defendeu a necessidade de ações efetivas por parte do Governo Federal, destacando a reabertura do aeroporto Salgado Filho, que ao não operar traz prejuízos imensos ao Estado. Defendeu a construção de moradias para as famílias que estão em abrigos como outra prioridade. Rigotto falou também sobre a unidade de posicionamento em uma pauta única e clara apontando as prioridades para o Estado como a recuperação da infraestrutura, a reconstrução de hospitais, escolas e moradias e mais recursos a fundo perdido para as empresas.

Yeda Crusius lamentou a lentidão, as amarras e os interesses que dificultam a liberação de recursos da União para socorrer o Estado. Lembrou que o RS é um Estado produtivo e que tem capital humano único. "Nos deixem trabalhar", afirmou. Segundo Yeda Crusius a dívida do Estado com a União não é moralmente aceitável. "O momento é de criar convergência e não conflito".

Jair Soares agradeceu a iniciativa da FEDERASUL de ouvir os ex-governadores. "Estamos dispostos a ajudar, é um desperdício não usar a experiência dos ex-governadores". Disse que a realidade é triste, mas que precisa ser enfrentada: "precisamos resolver os problemas, especialmente a volta das operações no aeroporto Salgado Filho. Só vamos conseguir se estivermos unidos", finalizou.

A diáspora gaúcha

José Ivo Sartori elogiou a mobilização e a humanidade dos gaúchos que foram solidários aos que foram atingidos pelas cheias e lembrou que a Constituição Federal atribui à União a responsabilidade de liberar recurso para socorrer Estados e municípios atingidos por calamidades. Ele enfatizou sua preocupação com o grau de divergência e partidarização que tomou conta da reconstrução do Estado.

Pedro Simon disse que a decisão do Governo Federal de nomear um ministro para cuidar dos assuntos do Rio Grande após a tragédia está "muito aquém das necessidades do Estado que vive um drama real e crucial com novas enchentes dentro de uma enchente". Lembrou ainda que muitos gaúchos são responsáveis pelo desenvolvimento de outras regiões do país. "É impressionante o número de gaúchos que levaram o progresso para outras partes do país, afirmou ao acrescentar que chegou a hora de nos reerguermos, precisamos nos unir e exigir investimentos federais", declarou o ex-governador.

Soluções rápidas

O atual vice-governador também se manifestou. Gabriel de Souza concordou com a convergência dos ex-governadores e destacou que o Estado precisa de soluções rápidas lembrando que é da União a competência de mobilização de recursos rapidamente para socorrer a população, portanto "precisamos do apoio do Governo Federal". Acrescentou que o governador Eduardo Leite está em Brasília para tratar das questões da dívida com a União.

O senador Luis Carlos Heinze também participou da reunião-almoço. Ele apresentou ofício encaminhado ao presidente da Comissão Temporária Externa - Calamidade RS, senador Paulo Paim, solicitando apoio para implementação de projetos de contenção e mitigação de enchentes no RS. 

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